Casa cheia: O plenário da Câmara teve presença de catadores de reciclados e representantes de bares e restaurantes

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O plenário da Câmara Municipal estava lotado como há muito tempo não se via durante uma sessão ordinária na Câmara Municipal. O público era composto por pessoas interessadas nos projetos e nas discussões que iriam ocorrer.

 

O PRIMEIRAFEIRA mostrou nas últimas edições o conflito que se arrasta entre a Prefeitura e os catadores de reciclados. De um lado, os trabalhadores alegam que foram ameaçados; do outro, a Prefeitura e a Secretaria de Meio Ambiente alegam que se trata de um mal-entendido. Os vereadores José Benedito Carvalho ‘Macaia’ e Antônio Cordeiro se posicionaram nas últimas sessões a favor dos catadores. Como não poderia ser diferente, o uso do Tema Livre começou com esse assunto. “Eles não são mentirosos”, afirmou Cordeiro ao se referir aos catadores. “Eu fui o primeiro vereador que levantei essa causa. Não é justo. Eu respeito muito a pessoa do prefeito torço para que a gestão dê certo, sempre respeitei a pessoa dele. Nunca chamei ele ou seus secretários de mentirosos. A ideia de organizar pode ser boa mas foi mal planejada”, criticou Macaia.

 

“Nos temos uma lei municipal que fala que a empresa será responsável por cem por cento do lixo e ai faltou diálogo”, disse Daniel Bertani, “se quisermos alguma coisa temos que ir à Secretaria de Meio Ambiente e pedir para regularizar a legislação federal que cuida dos Resíduos Sólidos, a CSO já ganha muito dinheiro e pode deixar os trabalhadores em paz”, finalizou.

 

Outro a se manifestar foi o vereador Vinícius Saudino. “Nós observarmos que precisa ter diálogo. No mínimo fazer uma audiência pública, comunicar essa Casa”, comentou. “Agora ele manda um projeto, uma ‘bucha’ para essa casa que não é nossa, manda um projeto dizendo que quando tiver um barulho a GCM vai poder atuar, ora já tem lei federal para isso”, disse ao falar sobre o projeto de lei sobre a fiscalização do barulho (leia sobre o assunto na outra reportagem que também está nessa página).

 

Praticamente todos os vereadores falaram sobre os catadores. Esse foi um dos motivos que fez com a sessão se prolongasse por mais tempo que o normal. Até mesmo o líder do Governo, Gideon Tavares, disse que repudia qualquer tipo de atuação contra os catadores de reciclados. “Eu fui até a Secretaria de Meio Ambiente e ouvi sim que os catadores seriam multados”, revelou.

 

“Se o prefeito estudasse um pouquinho o tema saberia que quem suja a cidade não é aquele senhor que está aqui, mas são peruas de Capivari, Itu, Indaiatuba, Elias Fausto, que passam na madrugada. Os nossos passam com os carrinhos, se arrastando. Impedir eles de trabalhar é até um crime”, criticou o presidente da Câmara, vereador Cícero Landim.

 

“Mais uma vez achamos alguns invisíveis que ninguém olhava para eles”, salientou o vereador Fábio Jorge, ao falar dos catadores. Na oportunidade, Fábio Jorge criticou a atual e também as gestões anteriores sobre a modernização da cidade de Salto. Para o vereador, Salto está parada na década de 70. “O problema da saúde de Salto é coisa de 1970; Os postos de saúde são os mesmos há muito tempo. Aí vem o prefeito falar que fez um postinho aqui e outro ali. Isso não muda nada. O saneamento da cidade é de 1970. Nada foi feito depois disso. A cabeça dos funcionários públicos de Salto, não todos, mas no geral, é de 1970. Não temos cargos técnicos na Prefeitura. Os técnicos que estão lá são assistentes administrativos e trabalham mais do que eles recebem. Eles fazem funções que não deveriam fazer por que o concurso deles não paga isso. Então precisamos atualizar a Prefeitura”, reforçou.

 

Fábio Jorge fez uma indicação juntamente com o vereador Cordeiro ao prefeito Laerte Sonsin para a criação de um programa de apoio aos catadores. A proposta foi inspirada em uma lei da cidade de Caçapava do Sul (RS). A ideia é proporcionar aos catadores assistência técnica para a constituição de cooperativas, assistência alimentar, articulação junto ao empresariado local e fornecimento de equipamentos de proteção. “Essa é uma iniciativa do prefeito. Não podemos criar essa Lei, apenas podemos votar. Então vamos ter de convencer o prefeito a mandar essa Lei. Vamos pegar esse povo do Meio Ambiente que está trabalhando contra e obrigar eles a trabalhar a favor do catador”, finalizou.

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