Feira literária transforma Itu no ‘berço da cultura’

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Começa nesta quinta-feira (19), em Itu, a primeira edição da Feira Literária e Cultural de Itu (FLIC). O evento segue até domingo (22), em vários espaços como a Praça da Independência (Praça do Carmo) e o Museu de Energia.  Na programação estão previstas conversas com escritores, feira de livros, exposições, contação de histórias, oficinas, teatro, cinema, fotografia, música e várias outras atrações para todos os gostos e idades.

E para saber mais detalhes sobre a iniciativa, a reportagem do PRIMEIRAFEIRA conversou com um dos organizadores do evento Paulo Stucchi, que também é jornalista e escritor.

 

O que é a Feira Literária e Cultural de Itu (FLIC)?

Paulo Stucchi: É um projeto antigo, iniciado em 2015, que por uma série de questões não conseguiu sair do papel. Em 2019 ressuscitamos, mas infelizmente veio a pandemia e nos obrigou a adiá-lo mais uma vez. Desde o ano passado estamos trabalhando para a realização da Feira neste ano e finalmente ela está saindo. Inicialmente ela foi pensada com a realização de palestras literárias, mas acabou crescendo bastante. Teremos também oficinas, mostras de cinema, exposição de artes e uma mostra fotográfica.

 

Onde ocorrerá o evento?

Paulo Stucchi: A Feira Literária será na quadra do Colégio Anglo; as mesas literárias e oficinas acontecerão em tendas na Praça do Carmo; e as exposições fotográficas e de arte, além do cinema, no Museu da Energia.

 

Quais as inspirações?

Paulo Stucchi: A primeira edição do Festival remete à “Semana de Arte Moderna de 1922” e vai homenagear a personalidade nacional Pagu E como personalidade local homenagearemos a professora Maria Angela Mangeon Elias, que foi presidente da Academia Ituana de Letras e a biografia dela, escrita pelo jornalista Rodrigo Stuchi, será lançada na abertura do evento. Lembrando que Pagu era o apelido pelo qual era conhecida Patrícia Rehder Galvão, que teve importante papel no movimento Antropofágico pós-Semana de Arte Moderna ao lado de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. Ela não esteve presente na Semana de Arte Moderna de 1922, mas posteriormente participou do movimento.

 

Há influências da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty-RJ) para a FLIP?

Paulo Stucchi: A FLIC será bastante inspirada na FLIP. Eu como escritor participei de bastantes eventos literários e sempre fiquei inconformado de como uma cidade com o patrimônio arquitetônico e histórico lindíssimo não tivesse um evento cultural dessa magnitude. Felizmente a Prefeitura e a Secretaria de Turismo estão apoiando o evento e estamos trabalhando para fazer um evento bem bacana.

 

Quais são as expectativas?

Paulo Stucchi: Podemos esperar da FLIC a inclusão. Daremos voz a autores consagrados que são conhecidos do: Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e de todo o estado de São Paulo. Eles participarão das mesas e promoverão oficinas como uma forma de inclusão. A FLIC será uma forma de unir. Podemos esperar uma pluralidade de vozes.

 

Em relação ao Turismo?

Paulo Stucchi: Desde o começo foi pensada para ser um evento regional, e não apenas ituano. Por isso estamos trazendo autores de várias regiões do Brasil, vários tipos de livros. Esperamos que seja um evento que vá além das fronteiras, com a projeção de, no próximo ano, ser pelo menos duas vezes maior que neste ano.

 

Precisamos de mais incentivo à Cultura?

Paulo Stucchi: Acho que Cultura nunca foi prioridade não apenas em nossa região, mas em região nenhuma do Brasil. A Educação nunca foi prioridade em nosso país, mas cabe a nós mudarmos isso. Não adianta esperar de Governos. Veja a verba que as secretarias de Cultura dos municípios possuem… Não dá pra fazer mágica, não dá pra fazer milagre sem dinheiro. Mas, o que estamos vendo é que os produtores culturais e os artistas fazem milagres. Os artistas vieram para participar da FLIC de forma voluntária, porque acreditam no projeto, então cabe a nós que amamos cultura, amamos a literatura, tirar “leite e pedra” de mudar isso. São vários perfis culturais em cada cidade e não faltam eventos culturais. O que faltam são eventos culturais democráticos, que converse com todos os públicos e a FLIC quer fazer uma coisa diferente nesse sentido.

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