Será que as creches em Salto tem funcionários suficientes ?

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Atualmente de acordo com informações da Prefeitura são 295 crianças na lista de espera por uma vaga numa creche. A região que concentra a maior demanda é a do Jardim das Nações.

 

Em abril deste ano o Jornal PRIMEIRAFEIRA mostrou que diante da falta de vagas nas creches do munícipio, tornou-se comum em Salto os pais recorrerem à Justiça para ter o direito garantido. Entre 2021 até março deste ano foram concedidas 164 decisões judiciais para garantir o direito previsto em lei. Esse seria inclusive um dos motivos para a proposta para o auxílio-creche, votado na sessão da última terça (10).

 

O projeto de lei que institui o Auxílio-Creche, benefício oferecido pela Prefeitura às famílias que tem filhos de até três anos de idade sem vagas nas creches públicas do município.

 

A proposta, entretanto, sofreu uma série de modificações, através de emendas apresentadas em sua maioria pelo vereador Fábio Jorge. Algumas delas faziam apenas ajustes no texto encaminhado pelo Executivo, para evitar interpretações duvidosas, além da facilitação dos trâmites burocráticos durante o cadastramento.

 

Agora, após aprovação dos vereadores segue para a sanção do Executivo. Caso o prefeito não concorde com as mudanças, a propositura pode voltar ao Legislativo, com os possíveis vetos sendo votados e discutidos.

 

O Programa Auxílio-Creche consiste em oferecer apoio financeiro destinado exclusivamente a crianças até 3 anos de idade, previamente cadastradas na Rede Municipal de Ensino de Salto e não matriculadas em razão de carência de vagas nas unidades escolares do Município. O valor do benefício será de até R$ 800,00 mensais, pago diretamente a instituições de ensino particulares credenciadas.

 

Terão prioridade as crianças cujos pais ou responsáveis comprovem residência em imóvel alugado ou em casas populares financiadas; àqueles que tiverem mais filhos em idade escolar; e filhos e filhas de mulheres domiciliadas em Salto, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

 

Segundo uma servidora que prefere não se identificar, as dificuldades vão além da falta de vagas e também tem relação com o número insuficiente de funcionários. “Contrataram algumas ADIs (auxiliar de desenvolvimento infantil), por contrato emergencial, mas não é o suficiente. Na nossa unidade está sem funcionário na lavanderia por exemplo.

 

Muitas vezes quando uma funcionária falta, não tem quem colocar no lugar”, disse. Além disso, ela revela que seriam umas 30 crianças para 3 ADIs no maternal. O ideal, segundo a servidora, seria o dobro de funcionários. Mesmo os contratos emergenciais não resolvem o problema, porque os contratados ficam pouco tempo.

 

“È pouca gente para cuidar das crianças, podem acontecer imprevistos, tem outros trabalhos que precisam ser feitos para ajudar no desenvolvimento dos pequenos. Como vamos fazer isso com tão pouca gente?”, questionou ao falar que não tem enfermeiro na unidade e que a maioria das ADIs não tem cursos de formação em primeiros socorros, o que sempre preocupa as servidoras que trabalham nas creches.

 

A Prefeitura foi questionada sobre a falta de profissionais nas creches, apenas respondeu que “não há déficit de funcionários”.

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