Sorocaba inicia a implantação de “Barreiras Humanitárias” hoje

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A partir de hoje (10) tem início o projeto de “Barreias Humanitárias” da Prefeitura de Sorocaba que tem o objetivo de identificar, abordar e fazer o encaminhamento de dependentes químicos que chegam a cidade, inclusive vindos da região conhecida como Cracolândia, em São Paulo.

A iniciativa foi divulgada durante a reunião convocada pelo prefeito da cidade, Rodrigo Manga, que é também presidente da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), da qual Salto faz parte. Dos 27 municípios convocados, 16 estiveram representados no encontro do último dia 3, no Paço Municipal, em Sorocaba. Segundo divulgaram os organizadores da reunião, a secretária de Ação Social e Cidadania, Mércia Falcini, representou Salto.

A convocação extraordinária partiu após a identificação nos últimos 30 dias de mais de 60 dependentes químicos vindos da Cracolândia, na capital paulista, dos quais setes deles somente na primeira semana deste mês. Foram definidas várias ações integradas, em caráter preventivo e com o apoio do Governo do Estado, para mapear a migração de dependentes químicos da Cracolândia em São Paulo para municípios da RMS, atender àqueles que precisam de apoio social e de saúde e inibir problemas decorrentes desse fluxo. As ações têm, inclusive, respaldo de forças de segurança, que também estiveram presentes no encontro.

“É a primeira vez que vejo uma reunião em que prefeitos estão debatendo regionalmente esse tema, não ficando restrito ao campo dos agentes técnicos. Fico feliz com isso, pois essa mobilização é fundamental para o sucesso de qualquer iniciativa”, destacou a coordenadora Estadual de Política Sobre Drogas. Durante a reunião, ela falou das operações de desmobilização na região da Cracolândia, na cidade de São Paulo, onde se registra um fluxo de que varia de 500 a 800 pessoas.

 

“Barreiras Humanitárias”

Em caráter piloto, Sorocaba realizará as “Barreiras Humanitárias” nas principais entradas da cidade e na Rodoviária, para identificar, de imediato, a chegada de dependentes químicos, proporcionar os devidos encaminhamentos assistenciais e para serviços de saúde, além de verificar possíveis envolvidos em criminalidade.

Além disso foram definidas algumas ações como a criação de um Comitê Regional, formado por profissionais técnicos do Governo do Estado e representantes de cidades da RMS, nas áreas de Cidadania, Saúde, Assistência Social e Segurança. O grupo vai definir quais estratégias são necessárias e a melhor forma de implementar políticas assistências e sociais conjuntas. Também será coordenado a realização de um censo regional na RMS, para mapeamento da chegada de pessoas em situação de rua em cada cidade e identificação da corrente migratória de dependentes químicos.

Estiveram presentes vários prefeitos das cidades da região, como o de Itu, Guilherme Gazzola. O chefe do executivo de Ibiúna Paulo Kenji Sasaki disse que concorda com a iniciativa. “Muitas cidades já registraram aumento do número de moradores de rua e de índices de criminalidade, outras não”, disse. “Isso é um indicativo de que é melhor agir agora, do que esperar mais 30 dias e surgirem mais 20 usuários, ou mais uns meses, e surgirem outros 100”, falou o prefeito de São Miguel Arcanjo. Paulo Ricardo da Silva.

Em Sorocaba o programa municipal “HumanizAção”, que oferece acolhimento e atendimento especializado a pessoas em situação de rua realizou longo de todo o ano de 2021 até o final de abril de 2022, 14.646 abordagens sociais especializadas a pessoas em situação de rua, sendo que esses atendimentos geraram 12.188 oportunidades de acolhimento no Serviço de Obras Sociais (SOS) e mais de 1.716 pessoas conseguiram retornar para os lares de origem, seja em Sorocaba ou em outras cidades de procedência. O retorno ao lar é providenciado pela Prefeitura, sempre nas situações em que há o desejo da pessoa e a viabilidade para que isso aconteça.

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