Operação da Polícia Civil faz busca e apreensão em Salto

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email

A Polícia Civil de São Paulo realizou na manhã de ontem (23) a Operação MULCTA que investiga uma organização criminosa que aplicava golpes no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (DETRAN). O nome da operação vem do latim que significa multiplicação. Foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salto, Campinas, Capivari, Perúibe e Itanhaém.

Em Salto, as buscas foram realizadas em uma residência em um condomínio de luxo, que seria de propriedade da líder do grupo investigado. A operação foi deflagrada às 4h15 pela 1ª Delegacia Seccional de Polícia, suas unidades distritais e especializadas, com o trabalho de inteligência e investigação realizados pela 1ª CERCO (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas), com o apoio do DETRAN.

Pelo menos 20 policiais estavam envolvidos na operação. Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio Daré, trata-se de uma organização criminosa que realizava modificações no sistema eletrônico do Detran, beneficiando terceiros em detrimento da Administração Pública, através da baixa de multas de trânsito. “Em um dia chegaram a retirar multas de 580 carros. Por ano essa operação pode ter desviado cerca de R$ 180 milhões”, disse.

Para se ter uma ideia do esquema, primeiro motoristas com infrações procuravam despachantes envolvidos no esquema. Os locais levantavam informações dos envolvidos e passavam para a mulher, apontada como líder. Ela acessava a rede do órgão estadual e suspendia as autuações, mediante pagamento que, geralmente, ficava em torno de 20% do valor total da multa. Ou seja, segundo o delegado, ela possuía todas as informações necessárias para acessar o sistema do órgão de trânsito, inclusive com senhas.

Quando os policiais chegaram na casa, o imóvel estava vazio, com roupas e objetos revirados, o que indica que a investigada e teria deixado o local horas antes. O advogado da mulher foi até o local para negociar com o delegado a apresentação da suspeita, o que acabou ocorrendo no meio da manhã. O Jornal PRIMEIRAFEIRA tentou falar com o advogado da acusada, mas ele preferiu não se manifestar. Ela deve responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime organizado, corrupção ativa e inserção de dados falsos. As penas para esses crimes vaiam de 2 a 12 anos de prisão. Até o fechamento desta edição não havia informações se a Polícia Civil iria pedir a prisão da mulher.

O caso já estaria sendo investigado há pelo menos quatro meses pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Eles chegaram até a suposta líder do esquema após uma de suas funcionárias ter tentado subornar um funcionário do DETRAN. “Ficamos sabendo dessa situação, prendemos a pessoa em flagrante por corrupção ativa e em cima do telefone celular, desenvolvemos um relatório que culminaram na operação de hoje”, explicou o delegado.

A Polícia Civil também acionou a Polícia Ambiental para apurar se as duas araras e um papagaio que estavam no local estavam legalizadas. Mas até o fechamento da edição não obtivemos essa confirmação.

 

Automóveis foram bloqueados

De acordo com o delegado Fábio Daré, os 580 automóveis que tiveram as multas retiradas do sistema do DETRAN após a ação da organização criminosas foram bloqueados pelo sistema do órgão. Os proprietários devem ser localizados e chamados para depor. Um inquérito policial também será instaurado para cada um dos veículos envolvidos no esquema.

 

Reportagem atualizada em 23/06 às 17h47 

Receba as principais notícias de Salto e região toda semana em seu e-mail e WhatsApp de forma GRATUITA com a qualidade e profissionalismo que o PRIMEIRAFEIRA apresenta semanalmente em nossas edições na comodidade de seu lar.

    E-mail:
    Celular: